Carlos Tavares: risco das mulheres, Chicago contraria Trump e estado não laico

EUA / MULHERES

Pela primeira vez, os EUA situaram-se entre os 10 países mais perigosos do mundo para as mulheres, subindo para terceiro no item de abuso sexual. Este o resultado, publicado em Nova York, de acurada pesquisa da Thomson Reuters Foundation, entre 548 especialistas internacionais. Os EUA são o único país ocidental participante dessa desagradável lista, que tem como demais integrantes a India, Afeganistão, Síria, Somália, Arábia Saudita, Paquistão, Congo, Iêmen e Nigéria. Contribuíram para essa desonrosa 3ª colocação no caso de abuso sexual a queixa de 70 mulheres, ano passado, contra o magnata do cinema Harvey Weinstein. Nessa questão, com o seu triste currículo e arbitrariedades, o presidente Trump nada pode fazer.

CHICAGO/CHINA

Na linha do forte movimento nos EUA contra as absurdas medidas do presidente Trump que colocou o país contra a China, acaba de chegar a Pequim importante missão comercial chefiada pelo prefeito de Chicago, Rahm Emanuel. Representando a terceira cidade americana, Emanuel, ao assinar acordo de Trabalho Conjunto para 2018/23, com oito cidades chinesas, afirmou: “Uma relação aberta, confiante, cooperativa e competitiva é algo que buscamos”. A propósito, sobre as relações EUA/China, vale lembrar a correta e amistosa declaração do presidente Clinton, em 1998, em visita a cidade de Xian: “Nós americanos, admiramos suas conquistas, sua economia, sua obediência e visão, seus esforços contra a fome e a pobreza, seu trabalho pela paz e estabilidade na Ásia”. E encerrou, entusiasmado com que havia visto, vaticinando: “ Os chineses estão construindo um país que vai dominar o cenário mundial” (livro “Estados Unidos e China, O Desafio Econômico” pg 119 – Aduaneiras).

RELIGIÃO

Recentemente, o bispo-prefeito do Rio, em claras benesses com o dinheiro público, reuniu centenas de fiéis no palácio do governo, anunciando a concessão de favores a sua igreja e “irmãos” – incluindo isenção de impostos e operações cirúrgicas – contrariando o que deveria ser o estado-laico. Aliás, o próprio Supremo Tribunal Federal (STF) parece não observar a necessária e constitucional laicidade do estado ao manter, no salão de reuniões, emblema de uma religião, acima do brasão e da bandeira nacional. Fato inexistente em qualquer outro país. A propósito, em artigo no Globo(13/7), a presidente do STF, ministra Carmem Lúcia, após admitir, sensatamente, que erros acontecem, acrescentou: “O que não pode é ser tolerados nem deixar de ser corrigidos”. Logo depois, o ministro Dias Toffoli afirmou que na presidência do STF (assumirá em setembro) terá de “ir contra seu próprio convencimento em defesa da instituição”. (Folha 18/7).



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