Agro puxa emprego e ajuda economia do Brasil a se recuperar

O setor agrícola foi o único setor da economia brasileira a adicionar empregos neste ano, informou a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) nesta terça-feira, ajudando o país a se recuperar da pior recessão em um século, mesmo após um escândalo no setor de proteínas ter afetado o agronegócio como um todo.

A agricultura e o agronegócio no Brasil contribuíram com 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2017, a maior participação em 13 anos, segundo a CNA. A entidade disse também que a criação de empregos foi a mais alta em 5 anos nos setores de agricultura e pecuária, os únicos segmentos da economia a registrarem um resultado positivo nesse quesito. Espera-se que o setor agropecuário cresça em até 11% neste ano e deverá crescer mais 5% no próximo. Ainda assim, a produção total do agronegócio brasileiro encolheu 2% em 2017, em grande parte devido a escândalos nas indústrias de carne e leite, disse a CNA.

Em sua coletiva anual, em Brasília, a entidade acrescentou que a agricultura foi o principal contribuidor para reduzir a inflação no Brasil. "Apesar de um ano turbulento para a economia e a política no Brasil, o agronegócio contribuiu para ajudar o país a superar a crise", disse a CNA, em comunicado. As exportações de produtos do agronegócio totalizaram 82 bilhões de dólares nos primeiros 10 meses do ano, um aumento de 12,2% em relação a igual período de 2016, afirmou a CNA, acrescentando que isso representa 45% das exportações do país no período.

No ano que vem, as exportações do agronegócio representarão 50%, previu a CNA. A Confederação projetou o crescimento do agronegócio brasileiro em 2018 entre 0,5% e 1%. O PIB do Brasil diminuiu cerca de 8% no período 2015-2016, e cresceu 1,4% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, sinalizando que a maior economia da América Latina está voltando a se expandir após sua pior recessão registrada.



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