Ernane Galvêas: Governo negativo, tragédias brasileiras e partidos políticos

GOVERNO NEGATIVO

O setor público continua travando a economia e, após o resultado de março, mesmo com o pequeno superávit de R$4.391 milhões, a expectativa de crescimento do PIB em 2018 caiu de 3% para 2,5%. O Governo continua gastando mais do que deveria e os juros de R$89,2 bilhões, até março, pesando forte sobre a dívida bruta, fez com que ela chegasse a R$4.984,7 bilhões em março, 75,3% do PIB.

TRAGÉDIAS BRASILEIRAS

A prisão do ex-presidente Lula, num dos julgamentos mais limpos, mais isentos e de uma veracidade irretorquível é contestada por um bando de alucinados, como se o ex- presidente, criminoso, fosse um preso político e não um político preso.

A Folha de São Paulo, na sua edição do dia 02 de abril trouxe entrevista com o linguista americano, reconhecidamente de esquerda, Noam Chomsky, que diz no tópico inicial: “O rigor da punição, além da rejeição do pedido de habeas corpus, vai muito além do crime alegado, e essa punição só pode ser interpretada como parte de um ataque generalizado das classes privilegiadas contra tudo o que o governo Lula representou. Na realidade Lula está sendo punido pelas políticas reformistas que deram apoio muito necessário à massa da população que é reprimida. ”

Não é preciso ir muito além na entrevista do Sr. Chomisky para se ter uma ideia de como ele é tendencioso, ignorante com relação aos problemas brasileiros. Lula foi uma desgraça, uma tragédia para o Brasil e seu povo. Não existe dinheiro que possa pagar o prejuízo que as quadrilhas chefiadas pelo seu governo deram ao país. Gutman Uchôa de Mendonça (Site Uchôa de Mendonça - contato@uchoademendonca.jor.br)

PARTIDOS POLÍTICOS

O Partido dos Trabalhadores (PT) vem se destruindo por dentro, forçado pelas circunstâncias a servir de milícia para seu encalacrado líder máximo, Lula da Silva. O lulismo é hoje a única expressão autorizada do petismo, o que limita drasticamente o raio de atuação do partido.

Somando-se ainda todas as vicissitudes petistas nos últimos anos – o impeachment da presidente Dilma Rousseff, os escândalos de corrupção, o legado trágico na economia e a desmoralização das instituições –, nada mais natural do que esperar um profundo desgaste do PT. E, no entanto essa legenda surgiu como a detentora da maior bancada da Câmara dos Deputados depois do troca-troca partidário permitido até a primeira semana de abril. Ademais, recente pesquisa de opinião mostrou que o PT, mesmo depois da prisão de seu líder por corrupção e lavagem de dinheiro, continua a ter o maior porcentual de simpatizantes, muito à frente dos demais partidos.

Esse fenômeno pode ser explicado muito menos pelas imaginárias virtudes dos petistas e muito mais pela incapacidade de partidos programáticos, notadamente o PSDB, de ocupar o espaço político que a crise do PT começa a deixar. (O Estado de São Paulo – 5/5/18).

PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

As discussões que estão sendo travadas no Congresso Nacional sobre a privatização da Eletrobrás mostram como a grande maioria dos nossos políticos não entendeu ou não quer entender a necessidade de modernizar o País, implantando um novo modelo econômico com o Estado regulador e fiscalizador.

São inacreditáveis os argumentos levantados por aqueles que são contra a privatização. Vamos nos concentrar em dois dos mais bizarros. O primeiro é o de que a Eletrobrás pertence ao povo brasileiro e o segundo, de que é uma empresa estratégica e por isso tem de ser estatal.

Basta olhar a efetividade da privatização em exemplos nacionais como o setor de telecomunicações e a Vale. Um dos benefícios comum a esses dois casos é o aumento do nível de empregos, fato que a Eletrobrás privada poderá vislumbrar com a retomada de investimentos.
A Vale, atualmente, emprega cerca de 110 mil profissionais no Brasil, nove vezes mais do que quando a empresa era estatal. As empresas do setor de telecomunicação, dez anos depois de privatizadas, geravam 352 mil postos de trabalho, um aumento de 189% sobre o verificado no período anterior.

É incrível e ao mesmo tempo inacreditável no Brasil não se entender que o papel do Estado numa economia moderna é o de ser regulador e fiscalizador, e não investidor. Adriano Pires (O Estado de São Paulo – 5/5/18).



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