Carlos Tavares: Privatizar os jogos, a verdade sobre OCDE e mulheres em baixa

JOGO/ PRIVATIZAR

O amplo programa de privatizações do governo – incluindo até a impraticável, da Cia Docas – deveria abranger também os jogos de azar (ou de sorte) como o setor de Loterias da Caixa. Ou, pelo menos, permitir o setor privado – particularmente aos investimentos dos grandes grupos hoteleiros internacionais como Accord,Las Vegas Sands, Carlton, Trump, Hilton, Wyndham e outros – abrir cassinos no País. Segundo o presidente da Camara, dep. Rodrigo Maia (RJ), essa abertura “dobraria o número de estrangeiros que visitam o Brasil.” Ao Rio poderia proporcionar a criação de 300 mil empregos e arrecadação de R$ 25 bilhões. Essas e outras informações sobre o assunto podem ser colhidas pela internet na excelente coluna BNLdata, do jornalista Magno José.

OCDE

Quando visitei/pesquisei a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico em 1978, na magnífica sede em Paris, a OCDE, com apenas uma dezena de países fundadores, poderia de fato ser chamado de Clube dos Ricos. O “esporte” base desse clube, com reduzido número de abastados/influentes associados era a disputa de vantagens que, unidos, mantinham na área internacional, particularmente na ONU/UNCTAD, sempre em detrimento dos países subdesenvolvidos. Atualmente, com cerca de 40 associados (incluindo a Turquia e Coreia do Sul), a OCDE perdeu sua força/finalidade. Sair da Organização Mundial do Comércio – OMC, onde tem status e vantagens efetivas de país em desenvolvimento para ingressar na OCDE,proposta por Trump a Messias, contraria interesses nacionais. Qual lado ficaria a OCDE em caso envolvendo a disputa do mercado de soja, entre o Brasil e os EUA?

ONU/ MULHERES

Recente sessão especial da UNESCO (orgão da ONU para Educação, Ciência e Cultura) em Paris, sobre os estudos/formação das meninas/mulheres contou com a presença da primeira-dama da China, Peng Liyuan. Na reunião, além da entrega de premios às vencedoras do concurso sobre o assunto, foram revelados dados impressionantes. A diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay, informou que “quase 130 milhões de meninas estão fora da escola em todo o mundo e que as mulheres representam dois terços dos 750 milhões de analfabetos no mundo”. A simpática Peng informou que a China criou um novo Fundo para ajudar as meninas ingressarem nas escolas e melhorar o ensino nas áreas pobres. E note-se que a China tem o maior número de mulheres (650 milhões) e também de médicas, engenheiras, professoras e oficiais-generais. E analfabetas somente as garotinhas com menos de 3 anos.



menu
menu