Carlos Tavares: BRICS, resultado favorável, balança chinesa e combate à pobreza

XI/JAIR

Foi cordial, e até surpreendente, o resultado do encontro dos presidentes do Brasil e da China na reunião dos BRICS, em Brasilia, com Bolsonaro pragmático e Xi benevolente. O presidente brasileiro, após dizer que está na expectativa de ver cumprido o aceno chinês de importar mais manufaturados, afirmou : “ A China cada vez mais faz parte do futuro do Brasil”. Por seu turno, o presidente Xi, assinalou que a “China está disposta a trabalhar junto com o Brasil para promover um intercambio em pé de igualdade”. E acrescentou que dá “grande importância a influência do Brasil na America Latina”. Quanto ao tratamento em “igualdade”, a não ser por gentileza, as condições são as seguintes : a balança comercial da China em 2018 - maior do mundo - somou US$ 4,5 trilhões, contra US$ 420 bilhões do Brasil. A China é o maior parceiro comercial do Brasil, que é o 16º do gigante asiático. E importa mais “commodities” ( soja, petróleo e minério), fartamente oferecidas no mercado mundial.

BALANÇA

O aumento das tarifas de importação de produtos chineses, decretado pelo presidente Trump, vem prejudicando mais o consumidor dos EUA. Até outubro, a balança comercial (exp/imp) chinesa permaneceu favorável, com o total de US$ 3,6 trilhões, com o superavit crescendo 43%, e as exportações também subindo, a taxa de 4,9%. As reservas em divisas cresceram, chegando a US$ 3,105 trilhões.

ONU

Em seu discurso, na Assembleia Geral das Nações Unidas, o ministro de Relações Exterior da China, Wang Yi, comemorando o 70º aniversário da Republica, afirmou: “Nos últimos setenta anos, nós chineses mudamos nosso destino por esforços incansáveis”. Com destaque para o combate a pobreza, a infraestrutura, educação e saúde. Na realidade, até 1 de outubro foi um século de humilhação, que teve como ponto central a invasão de território por tropas aliadas. Lamentavelmente a Inglaterra e outros países europeus com auxilio de tropas dos EUA – a serviço das empresas Cia das Indias Orientais / Jardine Matheson - em 1840/6, ocuparam Xangai para introdução do ópio.



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